Faço o ultrassom microfocado (HIFU) em Moema para quem busca efeito lifting sem cirurgia, com foco em previsibilidade e segurança. Na primeira consulta, eu avalio a face em repouso e em movimento, verifico qualidade de pele, pontos de flacidez e assimetrias, e explico o que a tecnologia pode ou não entregar no seu caso. 

A proposta é estimular colágeno em camadas profundas para repor firmeza e definir contornos de forma progressiva, respeitando sua expressão.

O que é o ultrassom microfocado?

O ultrassom microfocado é uma tecnologia que deposita energia ultrassônica em pontos (coagulation points) de profundidade controlada. Esses pontos geram calor preciso no tecido-alvo, iniciando um processo de contração imediata das fibras e, nas semanas seguintes, neoformação de colágeno

Diferente de lasers superficiais, o HIFU alcança camadas profundas sem danificar a superfície da pele, o que permite retorno rápido às atividades.

Indico HIFU quando a queixa central é flacidez leve a moderada, especialmente no terço inferior (linha mandibular, região de “bulldog”), papada, pescoço e, em alguns casos, sobrancelhas e pálpebra superior (elevação suave). Em pacientes com pele muito fina ou com excesso de pele importante, discuto limites e, se necessário, outras abordagens.

Como a tecnologia age nas camadas da pele

O HIFU trabalha em planos específicos por meio de transdutores com profundidades, como 1,5 mm (derme superficial), 3,0 mm (derme profunda/tecido subcutâneo) e 4,5 mm (camada SMAS – sistema músculo-aponeurótico superficial), que é a mesma camada tratada em algumas cirurgias de lifting. 

Ao concentrar energia nesses níveis, o aparelho cria microzonas térmicas que iniciam contração das fibras e sinalizam o organismo a produzir colágeno novo. Eu escolho quantidade de linhas, energia e profundidades conforme espessura de pele, localização e objetivo, para equilibrar resultado e conforto.

Diferença em relação a outros tratamentos de rejuvenescimento

Comparo o HIFU com outras opções durante a consulta para que a decisão seja consciente:

  • Toxina botulínica: atua no músculo, suavizando rugas dinâmicas. HIFU atua no tecido de suporte para firmeza. Costumo combinar quando há tração muscular forte.
  • Preenchimentos: repõem volume e apoio em pontos específicos. HIFU não adiciona volume; ele melhora firmeza e definição.
  • Bioestimuladores: também estimulam colágeno, mas por injeção. HIFU é não injetável e atua em profundidade, inclusive no SMAS.
  • Peelings/lasers: refinam textura e manchas na superfície. HIFU age profundamente; posso associar tecnologias em momentos diferentes do cronograma.

Meu papel é ordenar as etapas: quando tratamos músculo (toxina), suporte (HIFU/bioestimuladores) e superfície (peelings/lasers). A ordem afeta o resultado.

Agende sua avaliação com o Dr. João Bueno em Moema

Benefícios do ultrassom microfocado

Organizo os benefícios em eixos para você entender o que esperar e em quanto tempo.

Efeito lifting sem cirurgia

O HIFU promove elevação suave e melhora do contorno por meio da contração do SMAS e da reorganização do colágeno. Em muitos casos, observo definição mais nítida da linha mandibular, redução de leve papada e abertura discreta do olhar quando trato a região de sobrancelhas. O efeito é natural, porque vem da resposta do próprio tecido.

Estímulo da produção de colágeno

A resposta biológica ao HIFU produz colágeno tipo I e III ao longo de semanas. Com isso, a pele fica mais resistente às dobras do dia a dia, e o tecido sustenta melhor a gravidade local. Em pacientes que já usam retinoides ou têm rotina de fotoproteção consistente, vejo manutenção mais estável do ganho.

Melhora da firmeza e elasticidade da pele

Com neoformação de colágeno e reorganização de fibras, há melhora de firmeza e elasticidade, principalmente em terço inferior e pescoço. Em bochechas, a pele tende a ficar mais coesa, ajudando a reduzir o aspecto de queda discreta. Quando há flacidez associada a perda de volume, posso propor preenchimento em pontos estruturais após o HIFU para valorizar o contorno.

Tratamento seguro e minimamente invasivo

O HIFU não rompe a superfície da pele. Trabalho com parâmetros ajustados ao seu fototipo, mapeio pontos sensíveis (nervo mentual, trajeto do ramo mandibular, região orbicular) e fraciono a energia em linhas programadas. A maioria dos pacientes retorna às atividades no mesmo dia, com apenas sensibilidade ao toque por alguns dias.

Procedimento e segurança

Sigo um protocolo padronizado para que o resultado seja previsível e o pós seja simples. Segurança faz parte do resultado.

Como é realizada a aplicação

  1. Planejamento: avalio espessura de pele e gordura, defino áreas, profundidades (1,5/3,0/4,5 mm conforme a região), energia e número de linhas. Faço fotos padrão para comparação.
  2. Preparo: limpeza da pele e marcação de zonas de aplicação. Uso gel condutor para acoplamento adequado do transdutor.
  3. Aplicação: deslizo o transdutor seguindo as linhas programadas, disparando pontos de energia conforme o planejamento. Ajusto ritmo e intensidade de acordo com o conforto. O tempo de sessão varia conforme a área (face completa, terço inferior, pescoço).
  4. Pós imediato: removo o gel, aplico hidratação e oriento cuidados. Em geral, há sensibilidade à palpação e, em alguns casos, leve parestesia transitória, que tende a resolver.

Quando indicado, associo analgesia simples antes da sessão. Em pacientes ansiosos ou muito sensíveis, divido o tratamento em etapas (ex.: face em uma sessão, pescoço em outra) para facilitar o pós.

Cuidados antes e depois do procedimento

Antes:

  • Evitar bronzeamento recente e procedimentos agressivos na semana que antecede.
  • Manter hidratação e rotina básica de skincare sem ácidos fortes nos 2–3 dias anteriores.
  • Programar a sessão em um dia sem compromissos imediatos que exijam maquiagem pesada.

Depois:

  • Fotoproteção rigorosa.
  • Evitar calor intenso (sauna, vapor) e exercício muito vigoroso por 24–48h.
  • Hidratar a pele e seguir rotina gentil nos primeiros dias.
  • Pequena sensibilidade ou ardência ao toque é esperada e tende a diminuir em poucos dias.
  • Em caso de edema discreto, oriento compressa fria intermitente no mesmo dia.

Eu explico sinais de alerta (raro) e deixo canal de contato. Em retorno programado, avalio a evolução e, se necessário, ajusto o cronograma.

Resultados e duração do tratamento

Eu alinho com você a linha do tempo do HIFU para diminuir ansiedade nos primeiros dias e organizar manutenções.

Quando os resultados começam a aparecer

Há pacientes que já percebem sensação de firmeza logo após a sessão, por conta da contração imediata. O ganho visível costuma surgir a partir de 4–6 semanas, com pico entre 12 e 16 semanas, quando a neoformação de colágeno se consolida. Por isso, marco revisão nesse intervalo para fotos e discussão da próxima etapa (manutenção, associação com bioestimuladores ou refinamentos de pele).

Quanto tempo dura o efeito do ultrassom microfocado

O efeito pode se manter por 9 a 12 meses, variando conforme idade, hábitos, fototipo, área tratada e número de linhas/energias usadas. Em alguns perfis, programo manutenção anual ou reforço em 6–9 meses nas áreas que sofrem mais com a gravidade (terço inferior/papada). Fotoproteção, sono e rotina de pele prolongam esse efeito.

 

Fale com o Dr. João Bueno

Procedimentos realizados em clínica segura e equipada em Moema, São Paulo – SP

FAQ - Perguntas Frequentes

O HIFU não substitui cirurgia em casos de excesso de pele importante ou queda estrutural avançada. Ele é excelente para flacidez leve a moderada, melhora de contorno e manutenção de resultados ao longo do tempo. Em alguns pacientes, adia a necessidade de cirurgia; em outros, complementa o pós-operatório tardio com estímulo de colágeno.

Para a maioria, 1 sessão bem planejada já traz mudança. Dependendo do grau de flacidez e da área, indico 2 sessões no primeiro ano, com intervalo de 3–6 meses, e depois manutenção anual. Em papada e pescoço, posso sugerir reforço intermediário quando a resposta é mais lenta.

O desconforto é tolerável para a maioria. A sensação é de pontos de calor em profundidade. Ajusto energia, ritmo e ofereço analgesia simples quando necessário. Áreas mais sensíveis (linha mandibular, região malar) podem incomodar um pouco mais durante a passagem, mas o procedimento é rápido.

Sinais iniciais surgem em 4–6 semanas, e o pico por volta de 12–16 semanas. Como o processo é biológico, o ganho é progressivo. Por isso, evito “empilhar” procedimentos muito próximos. Prefiro respeitar o tempo de remodelação e reavaliar com fotos.

Geralmente 9 a 12 meses, com variações individuais. Há quem mantenha por mais tempo em áreas com menos mobilidade. Fotoproteção, sono adequado, nutrição e rotina de skincare ajudam a prolongar. Programo manutenção conforme sua resposta e objetivos.

A indicação é clínica, não apenas etária. Em peles jovens com flacidez inicial ou contorno menos definido, HIFU pode prevenir progressão. Em idades mais avançadas, ajuda a reorganizar a malha de colágeno e definir contorno, desde que as expectativas estejam alinhadas. Quando vejo excesso de pele importante, explico o limite e indico avaliação cirúrgica.

Sim, o HIFU não depende de cromóforo como alguns lasers, então pode ser usado em todos os fototipos. A segurança vem de parâmetros corretos, avaliação anatômica e respeito a zonas de risco. Ajusto energia e profundidade conforme espessura tecidual.

Sim. Gestação, lactação, feridas ou infecções na área, marcapassos não compatíveis, implantes metálicos superficiais na região de aplicação e algumas condições neurológicas exigem avaliação. Também adio se houve preenchimento recente em planos que possam ser afetados; nesse caso, planejo intervalos ou trajetos que evitem a área.